Metabase realiza 2ª rodada de negociação com a Vale

10 de fevereiro de 2022

Pauta: Cláusulas do ACT 2020/21

Metabase realiza assembleia com trabalhadores da Anglo American.


Sindicato se reinventa e promove assembleia "drive in".


O Metabase Itabira travou mais uma “luta” com a empresa Anglo American em defesa dos direitos dos trabalhadores. Desta vez, a ação foi na justiça para o pagamento das horas extras, conhecidas por hora in itinere, ou seja, o tempo gasto pelo empregado no deslocamento de casa para o trabalho e do trabalho para casa, dentro de uma condução fornecida, gratuitamente, pela empresa para o local de trabalho de difícil acesso e não servido de transporte público regular. A ação, vencida pelo sindicato, teve repercussão nacional (entenda abaixo) e obrigou a empresa a pagar valores aos trabalhadores, que em alguns casos chegariam a mais de R$200 mil. O Presidente do Metabase André Viana explica: “A empresa, sorrateiramente, sabendo da obrigação em pagar os valores devidos aos seus funcionários, iniciou, por meio de seus chefes, a pressionar os funcionários a aceitarem um acordo, extrajudicial, que em alguns casos traria um prejuízo ao trabalhador de até 50% a menos no valor conseguido na ação”. O presidente ressalta que a empresa ofereceu este acordo no claro intuito de enfraquecer o movimento sindical: “Necessário lembrar que os trabalhadores vão receber estes valores graças à ação movida pelo Metabase há quatro anos, ou seja, o sindicato manteve o interesse em defender os trabalhadores. Enfraquecer a luta sindical só fortalece o patronato, que tem o interesse em retirar os direitos dos trabalhadores, por isso é importante valorizar o sindicato”. Quando a direção do Metabase ficou sabendo, por meio de denúncias dos trabalhadores, do acordo proposto pela empresa, ela, por meio do seu departamento jurídico, acionou o Ministério Público do Trabalho. A justiça (comarca de Guanhães) além de cancelar todas as audiências, não homologou nenhum acordo entre a empresa e o trabalhador. “Essas medidas, fizeram com que a empresa recuasse e voltasse a negociar com o Metabase Itabira, ainda que muito a contragosto”, disse o presidente. Ele completa: “A empresa queria o acordo individual, o Metabase não aceitou, primamos pela coletividade, chamamos todos à responsabilidade e importância do coletivo. Apoiados pelo Ministério Público do Trabalho, revertemos a situação e trouxemos a discussão para a base, de onde nunca devia ter saído. Com ênfase no estatuto da instituição, resolveu-se promover uma assembleia para que os trabalhadores decidissem se aceitariam o acordo da empresa, desta vez acompanhado pelo sindicato, ou escolhessem o prosseguimento da ação. “Tenho que dar um puxão de orelha nos trabalhadores: é necessário entender que não se atropela processo, não se atropela o sindicato e muito menos direitos; os trabalhadores precisam confiar na instituição que os protege e não se submeter às vontades espúrias da empresa” desabou o presidente sindicalista.


 


Assembleia “drive in”


Devido ao período pandêmico, o sindicato inovou nas sete assembleias ocorridas entre os dias 20 e 22 de outubro. Comumente é realizado em locais onde se reúnem até 1.500 pessoas, dependendo do tema proposto. Desta vez, André resolveu realizar o ato em um sistema onde os trabalhadores “assistiram” a assembleia dentro dos ônibus, evitando aglomeração: “A nossa preocupação é constante em acatar os protocolos de proteção ao Covid-19, por isso, apresentamos essa ideia à prefeitura de Conceição do Mato Dentro, Ministério Público e a própria empresa, que reconheceram a possibilidade da realização do evento e assim foi feito. Acredito ser a primeira assembleia modelo “drive in” do Brasil. Tudo ocorreu bem em três dias de assembleia, duas vezes por dia. Os trabalhadores, inclusive cerca de 300 itabiranos, participaram em sua totalidade. Os que estão em home office, afastados ou de férias votaram por meio virtual. “Este modelo foi testado pelo Metabase na empresa Vale e deu certo, porém, com os ônibus nas portarias de cada mina. Aqui em Conceição do Mato Dentro, tivemos até quinze ônibus lado a lado para que os trabalhadores assistissem o ato”, disse André Viana, em tom de comemoração.


Assim ficou o resultado da assembleia:


Fotos favoráveis ao proposto pela empresa com acompanhamento do Metabase Itabira: 76 % - 631


Votos contrários: 23 % - 190


Abstenções: 1% - 7


Total de votantes: 828


André explica que a palavra do trabalhador é sempre a última: “Será comunicado à justiça a decisão soberana da assembleia e homologamos. O sindicato Metabase continua vigilante na garantia do direito de todos os seus representados”, finalizou



Entenda a ação movida pelo Metabase Itabira


Em 08 de novembro de 2017 a instituição sindical ingressou ação coletiva na justiça pleiteando pagamento de horas in itinere para os trabalhadores da empresa Anglo American. A ação pleiteada três dias antes da vigência da reforma trabalhista requeria pagamentos para trabalhadores que tinham direito a receber horas extras in itinere. Isto porque independentemente do local do trabalho e do meio de transporte por ele utilizado para ir e voltar do trabalho, o tempo gasto para o deslocamento casa-trabalho e vice-versa era considerado como tempo à disposição do empregador, considerando a empresa em lição de difícil acesso, não servido por transporte público. Com a reforma trabalhista, o trabalhador perdeu esse direito. O Metabase foi vencedor em primeira instância, porém, o magistrado de 1º grau entendeu que o pagamento deveria ser realizado até o dia que a lei entrou em vigor, ou seja, do período imprescrito (que não prescreveu - últimos 5 anos) até 11 de novembro de 2017. O recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 3• Região teve a sustentação oral do advogado Henrique Nery, defendendo a tese do Sindicato que a lei não pode em hipótese alguma prejudicar o direito adquirido dos trabalhadores. O Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região, em sessão ordinária da sua Sétima Turma, sob a presidência do Desembargador Paulo Roberto de Castro, julgou o processo e, “...unanimemente, conheceu dos recursos ordinários interpostos pelas partes, rejeitou a preliminar de ilegitimidade ativa e, no mérito, sem divergência, deu provimento ao recurso do sindicato autor para, nos termos da fundamentação, estender a condenação ao período contratual posterior à edição da Lei 13.467/17, desde que o contrato de trabalho tenha sido celebrado antes do início da vigência de referida inovação legislativa...”


André Viana afirmou que era a primeira vez em todo o território brasileiro que acontecia uma decisão contrária à Reforma Trabalhista e criou precedente para todos os trabalhadores brasileiros. Com essa vitória, foram beneficiados 1665 trabalhadores diretamente.

Adicione o seu HTML personalizado aqui
Por Comunicação Metabase 6 de julho de 2026
A escolha entre trabalhar com carteira assinada (CLT) ou como Pessoa Jurídica (PJ) é uma decisão que exige atenção. Cada modalidade possui características, direitos e responsabilidades diferentes, e compreender esses aspectos é fundamental para fazer uma escolha consciente. A principal diferença entre os dois modelos está na relação de trabalho. Enquanto a contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece vínculo empregatício e garante uma série de direitos previstos na legislação, a contratação como Pessoa Jurídica (PJ) configura uma relação comercial de prestação de serviços, sem os mesmos direitos trabalhistas. O que é o regime CLT? A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) reúne as normas que regulam as relações entre empregadores e empregados no Brasil. Nesse modelo, o trabalhador possui carteira assinada e tem acesso a diversos direitos garantidos por lei, entre eles: 13º salário; Férias remuneradas com adicional de um terço; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); Contribuição previdenciária ao INSS; Benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade, licença-paternidade e pensão por morte. Além disso, a empresa é responsável pelo recolhimento dos encargos trabalhistas e previdenciários. Como funciona a contratação PJ? No modelo de Pessoa Jurídica (PJ), o profissional presta serviços por meio de uma empresa registrada em seu nome, sem vínculo empregatício com a contratante. Geralmente, a remuneração oferecida ao PJ é maior, justamente porque não há o pagamento dos direitos trabalhistas previstos na CLT. Em contrapartida, cabe ao próprio profissional administrar suas finanças e assumir despesas como: Pagamento de impostos e tributos; Contribuição ao INSS; Plano de saúde; Reserva financeira para férias; Planejamento da aposentadoria. Por isso, esse modelo exige maior organização financeira e planejamento de longo prazo. CLT ou PJ: qual vale mais a pena? Não existe uma resposta única para essa pergunta. A melhor opção depende do perfil profissional, da estabilidade desejada, da remuneração oferecida e da capacidade de administrar os próprios custos e benefícios. Quem busca maior segurança, proteção social e direitos trabalhistas costuma encontrar essas garantias no regime CLT. Já quem prioriza flexibilidade e possibilidade de uma remuneração líquida maior pode considerar a atuação como PJ, desde que esteja preparado para assumir as responsabilidades que acompanham esse modelo. Antes de aceitar uma proposta de trabalho, é importante avaliar não apenas o valor da remuneração, mas também todos os direitos, benefícios e custos envolvidos. Fazer essa comparação ajuda a evitar decisões que possam representar perdas financeiras ou de proteção social no futuro. Compare CLT com PJ na calculadora : https://www.nagringa.dev/calculadora-clt-vs-pj 
Por Comunicação Metabase 30 de junho de 2026
INSS reduz fila de benefícios pelo quarto mês consecutivo e promete mudanças permanentes no atendimento A fila de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a registrar queda e chegou a 1,9 milhão de requerimentos, o menor volume desde outubro de 2024. Este é o quarto mês consecutivo de redução, resultado que o governo atribui a medidas para acelerar a análise dos processos e reorganizar o funcionamento do instituto. Dos 1,9 milhão de pedidos em espera, aproximadamente 616 mil já ultrapassaram o prazo legal para análise. A meta anunciada pelo governo federal é eliminar, até o fim de setembro, todos os requerimentos que estão fora desse prazo. Em junho, o estoque de processos represados diminuiu em 267 mil pedidos. Embora o ritmo de redução tenha sido menor do que o registrado em maio, quando houve queda de 366 mil solicitações, a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, afirma que a tendência é de continuidade na redução da fila. Segundo ela, os casos mais simples já foram solucionados, enquanto os processos restantes exigem análises mais detalhadas. A nova gestão do instituto afirma que o objetivo não é apenas reduzir a fila temporariamente, mas promover mudanças estruturais para garantir maior agilidade na concessão dos benefícios. Entre as ações estão a modernização dos sistemas, a reorganização dos fluxos internos de trabalho e a integração entre o INSS, o Ministério da Previdência e a Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da Previdência Social. Outro foco da administração é melhorar a estabilidade dos sistemas utilizados por servidores e segurados. Nos últimos anos, falhas frequentes nas plataformas digitais prejudicaram o atendimento e atrasaram a análise de benefícios. De acordo com Ana Cristina Silveira, o acompanhamento da infraestrutura tecnológica passou a ser realizado semanalmente em conjunto com a Dataprev, buscando reduzir interrupções e realizar atualizações em horários de menor movimento. Além dos desafios tecnológicos, o INSS enfrenta uma significativa redução no número de servidores. O quadro funcional, que contava com cerca de 33,8 mil trabalhadores em 2018, caiu para aproximadamente 17,8 mil em 2026, principalmente em razão das aposentadorias ocorridas nos últimos anos. Para reforçar o atendimento, o instituto solicitou autorização para a contratação de mais 2 mil servidores por meio de concurso público em 2027, além dos 300 novos funcionários já nomeados neste ano. Caso o pedido seja aprovado, a prioridade será fortalecer o atendimento presencial nas agências, uma das principais demandas dos segurados. A presidente do INSS também rebateu críticas de que a redução da fila estaria sendo alcançada por meio do aumento no número de pedidos negados. Segundo ela, o instituto tem aumentado tanto a velocidade das análises quanto a quantidade de benefícios concedidos. Em março, foram implementados cerca de 890 mil novos benefícios, enquanto nos meses de abril e maio a média permaneceu acima de 700 mil concessões mensais.  A redução do tempo de espera para análise dos benefícios é uma reivindicação antiga de trabalhadores, aposentados e pensionistas. Para o movimento sindical, além da modernização dos sistemas, a recomposição do quadro de servidores e o fortalecimento da estrutura de atendimento são fundamentais para garantir que os segurados tenham acesso aos seus direitos previdenciários dentro dos prazos estabelecidos em lei.
Por Comunicação Metabase 17 de junho de 2026
Na tarde do dia (17), o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, foi convidado a compor o Fórum Estadual de Emprego e Renda da FIEMG. Entenda a importância: O Fórum Estadual Emprego e Renda é um grupo de trabalho criado em 2022 pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Formado por entidades empresariais e centrais sindicais mineiras. O principal desafio enfrentado hoje é a dificuldade das indústrias em contratar mão de obra qualificada. O fórum busca soluções integradas entre governo, sociedade e trabalhadores. Os encontros debatem como os avanços da "nova indústria" impactam as relações trabalhistas e as novas exigências de formação profissional. O grupo atua na formulação de medidas para garantir a competitividade econômica e proteger a geração de empregos frente a desafios econômicos internacionais. Os membros do fórum realizam reuniões periódicas em polos tecnológicos e educacionais, como o CIT Senai, para alinhar demandas do setor produtivo com capacitação. Em sua fala, André Viana pontuou “Fortalecer a Indústria Mineira, valorizando de fato a mão de obra com oportunidades de qualificação é o único caminho possível para se enfrentar os enormes desafios e mudanças que o mundo está passando e passará nos próximos anos, Minas Gerais precisa de fato votar a crescer em todos os aspectos!