Metabase realiza assembleia com trabalhadores da Anglo American.

10 de fevereiro de 2022

Sindicato se reinventa e promove assembleia "drive in".

Metabase realiza assembleia com trabalhadores da Anglo American.


Sindicato se reinventa e promove assembleia "drive in".


O Metabase Itabira travou mais uma “luta” com a empresa Anglo American em defesa dos direitos dos trabalhadores. Desta vez, a ação foi na justiça para o pagamento das horas extras, conhecidas por hora in itinere, ou seja, o tempo gasto pelo empregado no deslocamento de casa para o trabalho e do trabalho para casa, dentro de uma condução fornecida, gratuitamente, pela empresa para o local de trabalho de difícil acesso e não servido de transporte público regular. A ação, vencida pelo sindicato, teve repercussão nacional (entenda abaixo) e obrigou a empresa a pagar valores aos trabalhadores, que em alguns casos chegariam a mais de R$200 mil. O Presidente do Metabase André Viana explica: “A empresa, sorrateiramente, sabendo da obrigação em pagar os valores devidos aos seus funcionários, iniciou, por meio de seus chefes, a pressionar os funcionários a aceitarem um acordo, extrajudicial, que em alguns casos traria um prejuízo ao trabalhador de até 50% a menos no valor conseguido na ação”. O presidente ressalta que a empresa ofereceu este acordo no claro intuito de enfraquecer o movimento sindical: “Necessário lembrar que os trabalhadores vão receber estes valores graças à ação movida pelo Metabase há quatro anos, ou seja, o sindicato manteve o interesse em defender os trabalhadores. Enfraquecer a luta sindical só fortalece o patronato, que tem o interesse em retirar os direitos dos trabalhadores, por isso é importante valorizar o sindicato”. Quando a direção do Metabase ficou sabendo, por meio de denúncias dos trabalhadores, do acordo proposto pela empresa, ela, por meio do seu departamento jurídico, acionou o Ministério Público do Trabalho. A justiça (comarca de Guanhães) além de cancelar todas as audiências, não homologou nenhum acordo entre a empresa e o trabalhador. “Essas medidas, fizeram com que a empresa recuasse e voltasse a negociar com o Metabase Itabira, ainda que muito a contragosto”, disse o presidente. Ele completa: “A empresa queria o acordo individual, o Metabase não aceitou, primamos pela coletividade, chamamos todos à responsabilidade e importância do coletivo. Apoiados pelo Ministério Público do Trabalho, revertemos a situação e trouxemos a discussão para a base, de onde nunca devia ter saído. Com ênfase no estatuto da instituição, resolveu-se promover uma assembleia para que os trabalhadores decidissem se aceitariam o acordo da empresa, desta vez acompanhado pelo sindicato, ou escolhessem o prosseguimento da ação. “Tenho que dar um puxão de orelha nos trabalhadores: é necessário entender que não se atropela processo, não se atropela o sindicato e muito menos direitos; os trabalhadores precisam confiar na instituição que os protege e não se submeter às vontades espúrias da empresa” desabou o presidente sindicalista.


 


Assembleia “drive in”


Devido ao período pandêmico, o sindicato inovou nas sete assembleias ocorridas entre os dias 20 e 22 de outubro. Comumente é realizado em locais onde se reúnem até 1.500 pessoas, dependendo do tema proposto. Desta vez, André resolveu realizar o ato em um sistema onde os trabalhadores “assistiram” a assembleia dentro dos ônibus, evitando aglomeração: “A nossa preocupação é constante em acatar os protocolos de proteção ao Covid-19, por isso, apresentamos essa ideia à prefeitura de Conceição do Mato Dentro, Ministério Público e a própria empresa, que reconheceram a possibilidade da realização do evento e assim foi feito. Acredito ser a primeira assembleia modelo “drive in” do Brasil. Tudo ocorreu bem em três dias de assembleia, duas vezes por dia. Os trabalhadores, inclusive cerca de 300 itabiranos, participaram em sua totalidade. Os que estão em home office, afastados ou de férias votaram por meio virtual. “Este modelo foi testado pelo Metabase na empresa Vale e deu certo, porém, com os ônibus nas portarias de cada mina. Aqui em Conceição do Mato Dentro, tivemos até quinze ônibus lado a lado para que os trabalhadores assistissem o ato”, disse André Viana, em tom de comemoração.


Assim ficou o resultado da assembleia:


Fotos favoráveis ao proposto pela empresa com acompanhamento do Metabase Itabira: 76 % - 631


Votos contrários: 23 % - 190


Abstenções: 1% - 7


Total de votantes: 828


André explica que a palavra do trabalhador é sempre a última: “Será comunicado à justiça a decisão soberana da assembleia e homologamos. O sindicato Metabase continua vigilante na garantia do direito de todos os seus representados”, finalizou



Entenda a ação movida pelo Metabase Itabira


Em 08 de novembro de 2017 a instituição sindical ingressou ação coletiva na justiça pleiteando pagamento de horas in itinere para os trabalhadores da empresa Anglo American. A ação pleiteada três dias antes da vigência da reforma trabalhista requeria pagamentos para trabalhadores que tinham direito a receber horas extras in itinere. Isto porque independentemente do local do trabalho e do meio de transporte por ele utilizado para ir e voltar do trabalho, o tempo gasto para o deslocamento casa-trabalho e vice-versa era considerado como tempo à disposição do empregador, considerando a empresa em lição de difícil acesso, não servido por transporte público. Com a reforma trabalhista, o trabalhador perdeu esse direito. O Metabase foi vencedor em primeira instância, porém, o magistrado de 1º grau entendeu que o pagamento deveria ser realizado até o dia que a lei entrou em vigor, ou seja, do período imprescrito (que não prescreveu - últimos 5 anos) até 11 de novembro de 2017. O recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 3• Região teve a sustentação oral do advogado Henrique Nery, defendendo a tese do Sindicato que a lei não pode em hipótese alguma prejudicar o direito adquirido dos trabalhadores. O Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região, em sessão ordinária da sua Sétima Turma, sob a presidência do Desembargador Paulo Roberto de Castro, julgou o processo e, “...unanimemente, conheceu dos recursos ordinários interpostos pelas partes, rejeitou a preliminar de ilegitimidade ativa e, no mérito, sem divergência, deu provimento ao recurso do sindicato autor para, nos termos da fundamentação, estender a condenação ao período contratual posterior à edição da Lei 13.467/17, desde que o contrato de trabalho tenha sido celebrado antes do início da vigência de referida inovação legislativa...”


André Viana afirmou que era a primeira vez em todo o território brasileiro que acontecia uma decisão contrária à Reforma Trabalhista e criou precedente para todos os trabalhadores brasileiros. Com essa vitória, foram beneficiados 1665 trabalhadores diretamente.

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Por Comunicação Metabase 26 de maio de 2026
Assédio moral cresce: mais de 600 mil ações foram registradas desde 2020 na justiça do trabalho O combate ao assédio moral no ambiente de trabalho segue como um dos grandes desafios das relações trabalhistas no Brasil. Dados divulgados pelo Tribunal Superior do Trabalho mostram que, entre 2020 e 2025, a Justiça do Trabalho recebeu mais de 601 mil ações envolvendo pedidos de indenização por danos morais relacionados ao assédio moral. Somente nos quatro primeiros meses de 2026, mais de 30 mil novos processos foram registrados. As denúncias envolvem situações como cobranças abusivas, humilhações, ameaças, intimidações, perseguições, exclusão de trabalhadores e tratamento agressivo dentro das empresas. Para especialistas da Justiça do Trabalho, o crescimento dos casos demonstra tanto a persistência do problema quanto o aumento da conscientização dos trabalhadores sobre seus direitos. Segundo o ministro Agra Belmonte, coordenador-geral do Programa Trabalho Seguro, as campanhas de conscientização e o fortalecimento dos canais de denúncia têm sido fundamentais para que mais trabalhadores reconheçam situações de violência psicológica no ambiente profissional. O magistrado destacou que a atuação da Justiça do Trabalho tem papel importante em três frentes: reconhecer a violência sofrida, reparar os danos causados às vítimas e promover um efeito pedagógico para impedir que práticas abusivas continuem acontecendo. Ambiente saudável é direito do trabalhador O assédio moral pode provocar sérios impactos na saúde física e emocional dos trabalhadores, contribuindo para quadros de ansiedade, depressão, estresse e adoecimento mental. Entre os exemplos mais comuns estão: sobrecarga excessiva de tarefas; punições vexatórias; isolamento do trabalhador; desrespeito às condições de saúde; controle abusivo; cobranças humilhantes; regras diferenciadas aplicadas de forma persecutória. A Justiça do Trabalho reforça que exigir produtividade e metas não caracteriza, por si só, assédio moral. O problema ocorre quando há abuso, humilhação, constrangimento ou perseguição sistemática. Sindicato tem papel fundamental na defesa dos trabalhadores O apoio sindical é apontado como uma das ferramentas mais importantes para acolher denúncias, orientar trabalhadores e fortalecer o combate às práticas abusivas. O Sindicato Metabase de Itabira e Região reforça que nenhum trabalhador deve se calar diante de situações de humilhação, perseguição ou violência psicológica no ambiente de trabalho. Procurar orientação, registrar provas e denunciar são passos fundamentais para garantir dignidade, respeito e condições saudáveis de trabalho. Além dos canais internos das empresas, o trabalhador pode buscar apoio junto ao sindicato, ao Ministério Público do Trabalho e à Justiça do Trabalho.  Cartilhas orientam prevenção O Conselho Superior da Justiça do Trabalho e o TST lançaram materiais educativos voltados à prevenção do assédio, da discriminação e da violência no trabalho. As cartilhas orientam trabalhadores, lideranças e empresas sobre como identificar, prevenir e enfrentar situações abusivas. Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
Por Comunicação Metabase 25 de maio de 2026
Sindicato e Bemisa iniciam debates sobre turno, PPR e ACT  O Sindicato Metabase de Itabira e Região e a Bemisa deram início, nesta segunda-feira, às importantes conversas envolvendo pautas fundamentais para os trabalhadores das unidades da empresa na região. Entre os temas debatidos está a validação da escala de turno 4x4, que passou por período de testes junto aos trabalhadores e agora seguirá para o processo de deliberação após a avaliação da experiência realizada nas operações. Além disso, também começaram as pré-conversas sobre o Acordo Coletivo de Participação nos Resultados (PPR) e o ACT anual da categoria, pautas de grande importância para os trabalhadores! As discussões envolvem as unidades da Bemisa em Antônio Dias (Mina Horto Baratinha) e também na mina Pedra Branca, na região de João Monlevade. Vamos juntos por mais conquistas, com responsabilidade e participação dos trabalhadores!
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APÓS MOBILIZAÇÃO DO SINDMON-METAL COM APOIO DO METABASE ITABIRA, ARCELOR MITTAL PEDE REABERTURA DAS NEGOCIAÇÕES SOBRE TURNO! A força da união dos trabalhadores voltou a fazer história em João Monlevade. Após a grande mobilização promovida pelo movimento sindical, com participação ativa e apoio firme do Sindicato Metabase de Itabira e Região, a ArcelorMittal recuou e pediu a reabertura das negociações sobre o acordo de turno na unidade de João Monlevade. O movimento, marcado pela união, organização e demonstração de força da classe trabalhadora, reuniu diversas entidades sindicais da região e do estado, na manhã da última quinta-feira (21) reforçando a luta dos 684 homens e mulheres que atuam diretamente no regime de turno da empresa e reivindicam uma jornada mais humana, digna e alinhada ao modelo já adotado em outras unidades da ArcelorMittal no Brasil. O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana, esteve presente ao lado da diretoria da entidade para fortalecer o ato e cobrar da empresa respeito aos trabalhadores.  “Os trabalhadores querem um turno digno. Das quatro unidades da empresa no Brasil, três já adotam o modelo quatro por quatro. Aqui em João Monlevade, a empresa insiste em impor o seis por dois sem diálogo. O trabalhador precisa de qualidade de vida, precisa descansar, estudar, conviver com a família, praticar sua fé, ter lazer. Ninguém vive para trabalhar. As pessoas trabalham para viver e querem viver com dignidade” , destacou André Viana durante a mobilização. Viana também reforçou o apoio incondicional do Metabase à luta dos metalúrgicos de João Monlevade: “O Metabase e toda a categoria dos mineradores declaram total apoio aos metalúrgicos da ArcelorMittal nessa batalha por uma jornada justa. Estamos juntos nessa caminhada por dignidade e respeito aos trabalhadores.” O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade, Flávio Paiva, enalteceu a presença de André Viana que é hoje uma das maiores lideranças da região, com grande capacidade de articulação. Flávio também ressaltou a dimensão da mobilização construída pelo movimento sindical: “Estamos aqui com a CUT Regional Vale do Aço, Federação Estadual dos Metalúrgicos, Metabase Itabira, companheiros de Timóteo, sindicatos dos servidores públicos e diversas entidades parceiras. Isso aqui é uma mobilização pacífica, mas extremamente forte. É a demonstração clara de que os trabalhadores estão unidos e não aceitarão retrocessos.” Após a manifestação realizada nesta quinta-feira (21/05), a ArcelorMittal recuou e pediu ao sindicato a retomada das negociações em reunião marcada para o próximo dia 26 de maio. O Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade destacou que a reabertura das negociações representa um importante avanço conquistado através da mobilização da categoria, reforçando que o diálogo sempre será o melhor caminho para a construção de soluções equilibradas e justas. Entretanto, a entidade sindical também deixou claro que a retomada das conversas não altera a convocação da assembleia que irá deliberar sobre o estado de greve e sobre o legítimo direito constitucional de mobilização dos trabalhadores. A categoria já demonstrou, de maneira democrática e massiva, sua insatisfação com a postura adotada pela empresa até aqui. Por isso, os trabalhadores seguem exigindo avanços concretos que atendam efetivamente ao pleito da categoria. O movimento sindical permanece unido, vigilante e preparado para ampliar as ações caso não haja avanços reais nas negociações, sempre dentro da legalidade, da responsabilidade e da defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores. A luta continua. E a união da classe trabalhadora mais uma vez prova que quando os sindicatos caminham juntos, a voz do trabalhador ecoa mais forte.