Metabase e Aposvale reúnem com lideranças da Vale S/A

Tonny Morais • 17 de novembro de 2022

O encontro foi para debaterem a situação dos aposentados da empresa

Os aposentados do Benefício Proporcional da empresa Vale que migraram em 2000 para o conhecido Vale Mais tiveram um reforço a mais na esperança deles. As principais instituições, Metabase Itabira e Aposvale, estiveram reunidas recentemente na sede da empresa no Rio de Janeiro para discutirem a situação destes aposentados. Na mesa, além de André Viana, presidente do Metabase Itabira e Sebastião Deiró, presidente nacional da Aposvale, estavam José Luciano Duarte Penido, Presidente do Conselho de Administração da empresa, Marina Quental, Vice-Presidente Executiva de Pessoas da Vale, Luiz Godoy, Conselheiro Deliberativo da Valia, Edecio Brasil, presidente da Valia e Henrique Nery, advogado do Metabase Itabira. Os representantes do Metabase e Aposvale levaram ao Itabirano José Luciano Duarte Penido os anseios dos cerca de 7.000 que hoje são do Benefício Proporcional e que aposentaram recebendo baixas suplementações e não tendo direito ao Superávit (A Valia investe os recursos do plano de Benefício Definido e, quando a rentabilidade dos investimentos é maior do que a prevista, o plano entra em superávit). O Metabase Itabira e a Aposvale unem forças para a equidade que deve prevalecer entre os dois planos, já que ambos são fruto do plano original criado pela Vale em 1973, juntamente com a criação da Valia. A separação se deu a partir de 2000, quando houve o fechamento do BD e a migração para o BP dos empregados que continuaram na ativa. Luiz Godoy, conselheiro deliberativo da Valia demonstrou todo o seu descontentamento com o plano patrocinado e mantido pela Vale: “Somos conhecidos por “submassa”, ou seja, aposentados desprezados pela empresa, sem direito a voz. Já tentamos uma mediação com a Valia, mas é extremamente complicado. O conservadorismo e a dificuldade para buscar alternativas amigáveis de soluções justas são difíceis, como a própria Vale, que também tem essas dificuldades. Não conseguimos avançar numa busca de solução equilibrada e equânime. Não existe esta igualdade entre os aposentados, já que existe o pessoal do BP (Benefício Definido com direito ao Superávit e ao BP (Benefício Proporcional sem direito). Sebastião Deiró disse que “sempre que abrimos as portas para o diálogo é importante. Temos uma dificuldade muito grande quando se é para discutir o assunto BP Vale Mais. Colocamos nossos posicionamentos e saí da reunião com a certeza que podemos ter ações favoráveis aos aposentados, finalmente. Já André Viana disse que os aposentados tiveram suas vozes elevadas neste encontro: “Estivemos reunidos com as lideranças da empresa Vale. Ninguém melhor que eles para tomarem conhecimento da triste situação destes aposentados, sendo que alguns, sequer conseguem pagar o plano. Ressalto que estes guerreiros foram os responsáveis, junto aos assistidos pertencentes ao plano BD, por construírem a Vale e consequente a Valia, o maior fundo de pensão do Brasil. Não é justo o tratamento que a Vale e a Valia têm com estes construtores desta história. Já o presidente do Conselho de Administração da Vale, José Penido, disse que a iniciativa da reunião é válida e irá se “aprofundar” no assunto e acompanhar toda a história: “A Valia tem sua governança própria e consequentemente segue as regulamentações previdenciárias. Os aposentados são responsáveis pelos 80 anos de sucesso da empresa e teremos sim uma atenção especial à atual situação. 

Nesta quarta-feira, 26, O Metabase Itabira e a Aposvale se reúnem, no Rio de Janeiro, com os atuários que irão apresentar à Valia, Vale e Previc soluções para os aposentados e pensionistas do plano BP. André Viana e Sebastião Deiró concordam que todas as possibilidades para um acordo serão tomadas e se ainda assim, não obtiverem sucesso, a via judicial será o próximo passo.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026