Metabase encerrada temporada de acordos com as empresas

Tonny Morais • 6 de dezembro de 2022

Trabalhadores foram beneficiados pelas ações do sindicato

O Sindicato Metabase de Itabira e Região, o maior sindicato da região, encerrou, nesta sexta-feira (18) sua campanha de negociação sobre acordos coletivos com trabalhadores de cinco grandes empresas mineradoras, Belmont, Bemisa, Canaã e Vale e Anglo, que estão entre as maiores do mundo. Os trabalhadores de outras empresas são representados pelo Metabase por meio de Convenção Coletiva. Com discussões iniciadas ainda no mês de agosto, o Sindicato garantiu a manutenção de diversos benefícios conquistados em negociações anteriores e importantes reajustes e ganhos salariais para os trabalhadores que a instituição representa. O presidente do Metabase Itabira comentou as negociações. “São tempos difíceis. Cada empresa tem um pretexto, sua desculpa particular para não reconhecer a qualidade do trabalho prestado de seus trabalhadores. É neste momento que exaltamos os lucros das empresas, graças ao bom desempenho na extração minerária e de pedras preciosas, e quem são os responsáveis? Os trabalhadores...” Ainda de acordo com André, é feito um balanço apurado dos lucros das empresas durante todo as negociações: “estes números servem de base para as nossas reivindicações. Não pedimos reajustes e ganhos sem antes estudos técnicos e apurados. Cito como exemplo a Vale, a maior entre as empresas. Este ano, apesar dos pesares, no último trimestre, ela divulgou a sua produção no Relatório de Produção e Venda: aumentou 21%, ou seja, 89,7 milhões de toneladas. Mais produção, mais venda, mais receita. No relatório financeiro, nos três primeiros trimestres, a empresa lucrou em torno de R$75 bilhões. Isso sem contar os lucros acumulados de anos anteriores. Estes números, assim como das outras empresas, robustecem nossos argumentos”.

Principais ganhos dos trabalhadores

Nos dias 19 e 20 de outubro foram realizadas as assembleias da empresa Bemisa. Finalizadas as reuniões de negociações, foi apresentado aos trabalhadores o resultado de três encontros em dois meses. “Uma proposta pífia, de 6% para reajuste nos salários foi a ideia inicial da empresa, obviamente recusada. A proposta final em 8,5% de reajustes salarial e 9% para o cartão alimentação foi um avanço nas negociações, que além do reajuste, houve um ganho real de 2,88%”, disse André.

Em 07 de novembro foi a vez dos trabalhadores das empresas Belmont e Canaã Mineração decidirem. André ressaltou que uma das principais lutas do Metabase foi um aumento substancial do cartão alimentação: “Apesar da resistência das empresas, conseguimos reajuste de 7% e um ganho real de 12% em aumento do benefício, saindo de R$210,00 para R$250,00, ou seja, 19% de aumento no poder de compra dos trabalhadores, além dos 7,5% nos salários”.

Reuniões que atravessaram a noite foram realizadas para apresentar aos trabalhadores da Anglo American a proposta final. Em três dias de assembleia a manutenção de todos os direitos dos trabalhadores foi um assunto bastante discutido. Aprovaram o reajuste salarial de 9%, inclusive para o piso. Um abono de R$1.500,00 e aumento do cartão alimentação para 850,00.

Nos dias 17 e 18 os trabalhadores da Vale foram às urnas. De acordo com André, “a empresa até tentou passar uma proposta menor do que o INPC e

não teve êxito. No último dia 10 teve que voltar à mesa e refazer a sua

proposta.” Os trabalhadores aprovaram um reajuste salarial de 6,46%, equivalente a 100% do (INPC). Aumento do piso salarial R$1.933,00 e o mesmo reajuste para o cartão alimentação, para R$915,50.

Ainda de acordo com o presidente André Viana, todas as empresas mantiveram os benefícios e direitos adquiridos: “O Metabase reconhece que os trabalhadores merecem muito mais e que a empresa tem a obrigação moral de reconhecer a qualidade dos serviços prestados por seus funcionários. Uma das maneiras do Metabase valorizar estes trabalhadores, é manter todos os direitos e conquistas conseguidos pelo Sindicato. Não permitir a retirada de, por exemplo, plano de saúde ou auxílio creche, são pontos cruciais. Como sabem, desde 2018, quando iniciei a primeira gestão, nenhum benefício foi retirado, tudo isso conquistado por meio de muitas reuniões e discussões e por isso insistimos: retirada de conquistas e benefícios não são discutidos em nenhum momento”. Finalizou o presidente.

Conheça as propostas aprovadas de cada empresa:

ANGLO AMERICAN

Reajuste Salarial:

Aumento de 9% sobre o salário de agosto, sendo 6,5% retroativo na

data base, mais 2,5% a partir de janeiro/22.

 

Abono Salarial:

Abono de R$1.500,00, pagos em até 10 dias após assinatura do

acordo.

 

Piso Salarial:

Reajuste de 9% sobre o salário de agosto. O piso vai para R$2.108,96,

sendo 6,5% retroativo na data base, mais 2,5% a partir de janeiro/22.

 

Cartão Alimentação:

Retroativo à data base, o cartão aumenta R$90,00, vai para R$850,00,

válido também para o 13º.

 

Vale Lanche

Indenização de R$1.000,00 para trabalhadores que recebiam o

crédito e que migraram do turno de 8 para 12 horas.

 

Auxílio Creche Babá

Retroativo à data base, aumento de R$71,00 passando para

R$973,00.

 

Licença Adoção

Extensão para 180 dias.

 

Manutenção de todos os benefícios.

Todas as demais cláusulas mantidas.

 

 

VALE S/A

Reajuste Salarial:

Aumento de 6,46%, equivalente a 100% do Índice

Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) medido

pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE) na data base do acordo coletivo (out/nov 2022).

 

Piso Salarial:

Reposição integral da inflação no piso salarial, para

R$ 1.933,00.

 

Cartão Alimentação:

Reajuste de 6,46% aumentando de R$860,00 para

R$ 915,50. O reajuste se aplica também ao 13º crédito,

que será pago em até 10 dias após a assinatura

do acordo, juntamente com a diferença do mês de

novembro, caso o acordo seja aprovado e assinado

até 22/11/2022.

 

Auxílio Creche/Babá, Reembolso

Educacional E Funeral.

Reajuste de 6,46% dos limites de reembolso do

auxílio-creche/babá, do reembolso educacional e

do auxílio-funeral também em 100% do INPC, nos

mesmos moldes do reajuste salarial.

 

Manutenção de todos os benefícios.

Manutenção integral de todos os demais benefícios e

práticas de RH que estão previstas no ACT GERAL.

 

Além dos itens da contraproposta do ACT, temos

garantido os seguintes benefícios:

R$235,00 no Cartão Alimentação para todos os

trabalhadores ativos até 30/11.

R$120,00 por dependente elegível, disponível

dia 7/12, no cartão presente distribuído nos anos

anteriores.

 

Belmont e Canaã
7,5% de reajuste retroativo a agosto.

Cartão Alimentação para R$250,00 + 13°.

Discussão e compromisso de discussão e resolução da situação dos vigilantes

Retorno da festa de confraternização dos trabalhadores de fim de ano.

Manutenção integral de todos os itens do acordo com os benefícios de plano de saúde, seguro de vida, e outros.

 

Bemisa

Reajuste Salarial: 8,5% - retroativo a agosto.

Cartão alimentação: 9% - aumento para R$915,00.

Cartão de Natal (13º) – R$915,00.

Uniformes: aumento de 3 para 4 e mais um a cada semestre.

Seguro de vida/acidente: aumento de R$80 mil para R$100 mil.

Higienização dos uniformes (macacão).

Auxílio funeral aos dependentes.


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Por Comunicação Metabase 6 de julho de 2026
A escolha entre trabalhar com carteira assinada (CLT) ou como Pessoa Jurídica (PJ) é uma decisão que exige atenção. Cada modalidade possui características, direitos e responsabilidades diferentes, e compreender esses aspectos é fundamental para fazer uma escolha consciente. A principal diferença entre os dois modelos está na relação de trabalho. Enquanto a contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece vínculo empregatício e garante uma série de direitos previstos na legislação, a contratação como Pessoa Jurídica (PJ) configura uma relação comercial de prestação de serviços, sem os mesmos direitos trabalhistas. O que é o regime CLT? A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) reúne as normas que regulam as relações entre empregadores e empregados no Brasil. Nesse modelo, o trabalhador possui carteira assinada e tem acesso a diversos direitos garantidos por lei, entre eles: 13º salário; Férias remuneradas com adicional de um terço; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); Contribuição previdenciária ao INSS; Benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade, licença-paternidade e pensão por morte. Além disso, a empresa é responsável pelo recolhimento dos encargos trabalhistas e previdenciários. Como funciona a contratação PJ? No modelo de Pessoa Jurídica (PJ), o profissional presta serviços por meio de uma empresa registrada em seu nome, sem vínculo empregatício com a contratante. Geralmente, a remuneração oferecida ao PJ é maior, justamente porque não há o pagamento dos direitos trabalhistas previstos na CLT. Em contrapartida, cabe ao próprio profissional administrar suas finanças e assumir despesas como: Pagamento de impostos e tributos; Contribuição ao INSS; Plano de saúde; Reserva financeira para férias; Planejamento da aposentadoria. Por isso, esse modelo exige maior organização financeira e planejamento de longo prazo. CLT ou PJ: qual vale mais a pena? Não existe uma resposta única para essa pergunta. A melhor opção depende do perfil profissional, da estabilidade desejada, da remuneração oferecida e da capacidade de administrar os próprios custos e benefícios. Quem busca maior segurança, proteção social e direitos trabalhistas costuma encontrar essas garantias no regime CLT. Já quem prioriza flexibilidade e possibilidade de uma remuneração líquida maior pode considerar a atuação como PJ, desde que esteja preparado para assumir as responsabilidades que acompanham esse modelo. Antes de aceitar uma proposta de trabalho, é importante avaliar não apenas o valor da remuneração, mas também todos os direitos, benefícios e custos envolvidos. Fazer essa comparação ajuda a evitar decisões que possam representar perdas financeiras ou de proteção social no futuro. Compare CLT com PJ na calculadora : https://www.nagringa.dev/calculadora-clt-vs-pj 
Por Comunicação Metabase 30 de junho de 2026
INSS reduz fila de benefícios pelo quarto mês consecutivo e promete mudanças permanentes no atendimento A fila de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a registrar queda e chegou a 1,9 milhão de requerimentos, o menor volume desde outubro de 2024. Este é o quarto mês consecutivo de redução, resultado que o governo atribui a medidas para acelerar a análise dos processos e reorganizar o funcionamento do instituto. Dos 1,9 milhão de pedidos em espera, aproximadamente 616 mil já ultrapassaram o prazo legal para análise. A meta anunciada pelo governo federal é eliminar, até o fim de setembro, todos os requerimentos que estão fora desse prazo. Em junho, o estoque de processos represados diminuiu em 267 mil pedidos. Embora o ritmo de redução tenha sido menor do que o registrado em maio, quando houve queda de 366 mil solicitações, a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, afirma que a tendência é de continuidade na redução da fila. Segundo ela, os casos mais simples já foram solucionados, enquanto os processos restantes exigem análises mais detalhadas. A nova gestão do instituto afirma que o objetivo não é apenas reduzir a fila temporariamente, mas promover mudanças estruturais para garantir maior agilidade na concessão dos benefícios. Entre as ações estão a modernização dos sistemas, a reorganização dos fluxos internos de trabalho e a integração entre o INSS, o Ministério da Previdência e a Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da Previdência Social. Outro foco da administração é melhorar a estabilidade dos sistemas utilizados por servidores e segurados. Nos últimos anos, falhas frequentes nas plataformas digitais prejudicaram o atendimento e atrasaram a análise de benefícios. De acordo com Ana Cristina Silveira, o acompanhamento da infraestrutura tecnológica passou a ser realizado semanalmente em conjunto com a Dataprev, buscando reduzir interrupções e realizar atualizações em horários de menor movimento. Além dos desafios tecnológicos, o INSS enfrenta uma significativa redução no número de servidores. O quadro funcional, que contava com cerca de 33,8 mil trabalhadores em 2018, caiu para aproximadamente 17,8 mil em 2026, principalmente em razão das aposentadorias ocorridas nos últimos anos. Para reforçar o atendimento, o instituto solicitou autorização para a contratação de mais 2 mil servidores por meio de concurso público em 2027, além dos 300 novos funcionários já nomeados neste ano. Caso o pedido seja aprovado, a prioridade será fortalecer o atendimento presencial nas agências, uma das principais demandas dos segurados. A presidente do INSS também rebateu críticas de que a redução da fila estaria sendo alcançada por meio do aumento no número de pedidos negados. Segundo ela, o instituto tem aumentado tanto a velocidade das análises quanto a quantidade de benefícios concedidos. Em março, foram implementados cerca de 890 mil novos benefícios, enquanto nos meses de abril e maio a média permaneceu acima de 700 mil concessões mensais.  A redução do tempo de espera para análise dos benefícios é uma reivindicação antiga de trabalhadores, aposentados e pensionistas. Para o movimento sindical, além da modernização dos sistemas, a recomposição do quadro de servidores e o fortalecimento da estrutura de atendimento são fundamentais para garantir que os segurados tenham acesso aos seus direitos previdenciários dentro dos prazos estabelecidos em lei.
Por Comunicação Metabase 17 de junho de 2026
Na tarde do dia (17), o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, foi convidado a compor o Fórum Estadual de Emprego e Renda da FIEMG. Entenda a importância: O Fórum Estadual Emprego e Renda é um grupo de trabalho criado em 2022 pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Formado por entidades empresariais e centrais sindicais mineiras. O principal desafio enfrentado hoje é a dificuldade das indústrias em contratar mão de obra qualificada. O fórum busca soluções integradas entre governo, sociedade e trabalhadores. Os encontros debatem como os avanços da "nova indústria" impactam as relações trabalhistas e as novas exigências de formação profissional. O grupo atua na formulação de medidas para garantir a competitividade econômica e proteger a geração de empregos frente a desafios econômicos internacionais. Os membros do fórum realizam reuniões periódicas em polos tecnológicos e educacionais, como o CIT Senai, para alinhar demandas do setor produtivo com capacitação. Em sua fala, André Viana pontuou “Fortalecer a Indústria Mineira, valorizando de fato a mão de obra com oportunidades de qualificação é o único caminho possível para se enfrentar os enormes desafios e mudanças que o mundo está passando e passará nos próximos anos, Minas Gerais precisa de fato votar a crescer em todos os aspectos!