SUPERÁVIT INJETA R$ 66 MILHÕES EM ITABIRA

Tonny Morais • 29 de novembro de 2023

Cerca de 4 mil aposentados e pensionistas serão beneficiados

Cerca de 4 mil aposentados e pensionistas optantes pelo Plano Definido (BD) da Valia vão ter um Natal mais próspero e feliz neste ano, graças ao recebimento, nesta quarta-feira (29), de 5.1 suplementações de abono.

Isso deve representar uma injeção de cerca de R$ 66 milhões na praça local e mais de R$ 300 milhões em todo o país, valores que serão alocados nesse acerto de contas do superavit com esses aposentados e pensionistas. 

Trata-se de uma conquista que contou com o apoio de entidades como o sindicato Metabase de Itabira e Região, Sindicato dos Ferroviários de Minas Gerais e Espirito Santo (Sindifer), Associação dos Aposentados da Vale (Aposvale), Associação dos Benefícios Proporcionais, além da mobilização dos assistidos durante o ano, com várias manifestações e reuniões. 

“É um marco importante, uma conquista que só foi possível depois que as entidades conseguiram, após a posse de Lula, o fim das restrições da Previc e com a posterior aprovação pelo Conselho Deliberativo da Valia para o pagamento do superávit a esses aposentados e pensionistas”, comemora o presidente do Metabase, André Viana Madeira. 

Para isso acontecer, as entidades se reuniram com o superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), Ricardo Pena, depois de passarem pelo gabinete e receberem o sinal verde do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. 

“O ministro e o superintendente da Previc, assim como o diretor de normas da autarquia, Alcinei Cardoso, ficaram sensibilizados com a injustiça que vinha sendo cometida contra os aposentados e pensionistas do Plano BD”, conta o presidente do sindicato. 

Fim de restrições

Foi preciso também superar obstáculos, como a revogação da taxa de juros exorbitante, que incide sobre o pagamento do bônus do superavit e do plano BD, o que facilitou o acerto de contas que há muito tempo já deveria ter ocorrido com os aposentados e pensionistas da Valia. 

Aliado a isso, houve também a redução de 60 para 48 meses do período de contingência obrigatório, aprovada pelos assistidos da Valia, por meio de plebiscito realizado nacionalmente, reduzindo com segurança a reserva máxima de recursos mantida pela instituição para honrar os seus compromissos.  

Com relação aos assistidos por outros planos da Valia, como o Benefício Proporcional (BP), o sindicato e as entidades vão se manter mobilizados na luta para que possam também receber o superavit que têm direito. 

Nesse caso, são os aposentados e pensionistas que migraram do plano BD para o Vale Mais, além dos que ainda permanecem no Vale Mais depois da migração ocorrida no ano 2000. 

“São pautas reivindicatórias que iremos manter para o próximo ano, para que essa conquista possa ser estendida a todos os aposentados e pensionistas da Valia”, compromete-se André Viana.

Outra frente de luta diz respeito às futuras aposentadorias, buscando a proteção aos trabalhadores da ativa, incentivando a cultura previdenciária entre os mais jovens. 

“Faz parte da consciência de classe lutar por direitos atuais e futuros, uma luta que é por toda a vida para que possam assegurar as mesmas condições de vida que têm atualmente”, afirma André Viana

Cautela nos gastos

Com mais dinheiro nos bolsos neste fim de ano, aposentados e pensionistas do Plano BD devem ser cautelosos nos investimentos e nas aquisições para atender demandas reprimidas e que agora podem ser realizadas com o recebimento do superavit. 

“É preciso ter cuidado nas transações, evitando compras em dinheiro, optando pelo pagamento por meios digitais, com toda cautela para não cair em golpes”, alerta o presidente do Metabase. 

“Recomendamos também que todas transações sejam acompanhadas por algum familiar para que tudo possa ocorrer com tranquilidade, satisfazendo o desejo de consumo de quem muito contribuiu para a geração do superavit”, recomenda André Viana. 


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Por Comunicação Metabase 6 de julho de 2026
A escolha entre trabalhar com carteira assinada (CLT) ou como Pessoa Jurídica (PJ) é uma decisão que exige atenção. Cada modalidade possui características, direitos e responsabilidades diferentes, e compreender esses aspectos é fundamental para fazer uma escolha consciente. A principal diferença entre os dois modelos está na relação de trabalho. Enquanto a contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece vínculo empregatício e garante uma série de direitos previstos na legislação, a contratação como Pessoa Jurídica (PJ) configura uma relação comercial de prestação de serviços, sem os mesmos direitos trabalhistas. O que é o regime CLT? A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) reúne as normas que regulam as relações entre empregadores e empregados no Brasil. Nesse modelo, o trabalhador possui carteira assinada e tem acesso a diversos direitos garantidos por lei, entre eles: 13º salário; Férias remuneradas com adicional de um terço; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); Contribuição previdenciária ao INSS; Benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade, licença-paternidade e pensão por morte. Além disso, a empresa é responsável pelo recolhimento dos encargos trabalhistas e previdenciários. Como funciona a contratação PJ? No modelo de Pessoa Jurídica (PJ), o profissional presta serviços por meio de uma empresa registrada em seu nome, sem vínculo empregatício com a contratante. Geralmente, a remuneração oferecida ao PJ é maior, justamente porque não há o pagamento dos direitos trabalhistas previstos na CLT. Em contrapartida, cabe ao próprio profissional administrar suas finanças e assumir despesas como: Pagamento de impostos e tributos; Contribuição ao INSS; Plano de saúde; Reserva financeira para férias; Planejamento da aposentadoria. Por isso, esse modelo exige maior organização financeira e planejamento de longo prazo. CLT ou PJ: qual vale mais a pena? Não existe uma resposta única para essa pergunta. A melhor opção depende do perfil profissional, da estabilidade desejada, da remuneração oferecida e da capacidade de administrar os próprios custos e benefícios. Quem busca maior segurança, proteção social e direitos trabalhistas costuma encontrar essas garantias no regime CLT. Já quem prioriza flexibilidade e possibilidade de uma remuneração líquida maior pode considerar a atuação como PJ, desde que esteja preparado para assumir as responsabilidades que acompanham esse modelo. Antes de aceitar uma proposta de trabalho, é importante avaliar não apenas o valor da remuneração, mas também todos os direitos, benefícios e custos envolvidos. Fazer essa comparação ajuda a evitar decisões que possam representar perdas financeiras ou de proteção social no futuro. Compare CLT com PJ na calculadora : https://www.nagringa.dev/calculadora-clt-vs-pj 
Por Comunicação Metabase 30 de junho de 2026
INSS reduz fila de benefícios pelo quarto mês consecutivo e promete mudanças permanentes no atendimento A fila de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a registrar queda e chegou a 1,9 milhão de requerimentos, o menor volume desde outubro de 2024. Este é o quarto mês consecutivo de redução, resultado que o governo atribui a medidas para acelerar a análise dos processos e reorganizar o funcionamento do instituto. Dos 1,9 milhão de pedidos em espera, aproximadamente 616 mil já ultrapassaram o prazo legal para análise. A meta anunciada pelo governo federal é eliminar, até o fim de setembro, todos os requerimentos que estão fora desse prazo. Em junho, o estoque de processos represados diminuiu em 267 mil pedidos. Embora o ritmo de redução tenha sido menor do que o registrado em maio, quando houve queda de 366 mil solicitações, a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, afirma que a tendência é de continuidade na redução da fila. Segundo ela, os casos mais simples já foram solucionados, enquanto os processos restantes exigem análises mais detalhadas. A nova gestão do instituto afirma que o objetivo não é apenas reduzir a fila temporariamente, mas promover mudanças estruturais para garantir maior agilidade na concessão dos benefícios. Entre as ações estão a modernização dos sistemas, a reorganização dos fluxos internos de trabalho e a integração entre o INSS, o Ministério da Previdência e a Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da Previdência Social. Outro foco da administração é melhorar a estabilidade dos sistemas utilizados por servidores e segurados. Nos últimos anos, falhas frequentes nas plataformas digitais prejudicaram o atendimento e atrasaram a análise de benefícios. De acordo com Ana Cristina Silveira, o acompanhamento da infraestrutura tecnológica passou a ser realizado semanalmente em conjunto com a Dataprev, buscando reduzir interrupções e realizar atualizações em horários de menor movimento. Além dos desafios tecnológicos, o INSS enfrenta uma significativa redução no número de servidores. O quadro funcional, que contava com cerca de 33,8 mil trabalhadores em 2018, caiu para aproximadamente 17,8 mil em 2026, principalmente em razão das aposentadorias ocorridas nos últimos anos. Para reforçar o atendimento, o instituto solicitou autorização para a contratação de mais 2 mil servidores por meio de concurso público em 2027, além dos 300 novos funcionários já nomeados neste ano. Caso o pedido seja aprovado, a prioridade será fortalecer o atendimento presencial nas agências, uma das principais demandas dos segurados. A presidente do INSS também rebateu críticas de que a redução da fila estaria sendo alcançada por meio do aumento no número de pedidos negados. Segundo ela, o instituto tem aumentado tanto a velocidade das análises quanto a quantidade de benefícios concedidos. Em março, foram implementados cerca de 890 mil novos benefícios, enquanto nos meses de abril e maio a média permaneceu acima de 700 mil concessões mensais.  A redução do tempo de espera para análise dos benefícios é uma reivindicação antiga de trabalhadores, aposentados e pensionistas. Para o movimento sindical, além da modernização dos sistemas, a recomposição do quadro de servidores e o fortalecimento da estrutura de atendimento são fundamentais para garantir que os segurados tenham acesso aos seus direitos previdenciários dentro dos prazos estabelecidos em lei.
Por Comunicação Metabase 17 de junho de 2026
Na tarde do dia (17), o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, foi convidado a compor o Fórum Estadual de Emprego e Renda da FIEMG. Entenda a importância: O Fórum Estadual Emprego e Renda é um grupo de trabalho criado em 2022 pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Formado por entidades empresariais e centrais sindicais mineiras. O principal desafio enfrentado hoje é a dificuldade das indústrias em contratar mão de obra qualificada. O fórum busca soluções integradas entre governo, sociedade e trabalhadores. Os encontros debatem como os avanços da "nova indústria" impactam as relações trabalhistas e as novas exigências de formação profissional. O grupo atua na formulação de medidas para garantir a competitividade econômica e proteger a geração de empregos frente a desafios econômicos internacionais. Os membros do fórum realizam reuniões periódicas em polos tecnológicos e educacionais, como o CIT Senai, para alinhar demandas do setor produtivo com capacitação. Em sua fala, André Viana pontuou “Fortalecer a Indústria Mineira, valorizando de fato a mão de obra com oportunidades de qualificação é o único caminho possível para se enfrentar os enormes desafios e mudanças que o mundo está passando e passará nos próximos anos, Minas Gerais precisa de fato votar a crescer em todos os aspectos!