Trabalhadores da Vale retornam às urnas

10 de fevereiro de 2022

Vão escolher novo horário de trabalho

O Metabase Itabira iniciou hoje uma série de assembleias que visam a discussão entre os trabalhadores da continuidade ou não do acordo celebrado, ainda que provisório, de um turno de jornada para os trabalhadores de 12 horas contínuas e diárias. Seguindo os moldes anteriores, as assembleias estão acontecendo nas minas Cauê e Conceição, onde se concentram a maioria dos funcionários. André Viana Madeira, presidente do Metabase, vê com cautela a votação de seus representados: “Durante estes meses tivemos diversos pontos negativos. O pagamento prometido de 20% a mais sobre o adicional foi problemático. Estão reparando o erro dos pagamentos até hoje, demonstrando que a empresa não está preparada para lidar com a nova situação. Os horários de almoço e jantar, bem como o vale-lanche também foram complicados”. André não quis prever o resultado: É uma situação difícil de analisar. Cabe ao Metabase Itabira promover a democracia e dar oportunidade aos trabalhadores de escolherem. As assembleias são justamente para isso, esclarecer e colocar para apreciação e votação àqueles que serão diretamente afetados. Um dos diretores que está à frente das assembleias é Flávio Carmo: “O trabalho de conscientização está sendo feito por meio de nossos boletins, programas de rádio e redes sociais. Estamos tranquilos com o nosso trabalho de esclarecimento aos trabalhadores e agora é esperar o resultado”. Ainda de acordo com o presidente, a mesma proposta está sendo apresentada aos trabalhadores do estado do Maranhão e da cidade de Congonhas do Campo, em Minas Gerais.


Entenda

Em agosto de 2020 os trabalhadores disseram não à Vale quando recusaram a jornada de 12 horas. À época, a proposta foi reprovada por 472 votantes, ou seja 52,38 %. Quatro meses depois, a empresa reapresentou o turno de 12 horas. A diferença é que o prazo para avaliação e teste dos trabalhadores reduziu de seis para três meses e com condições de uma PLR favorável àqueles que adotarem o novo turno. A proposta foi aprovada com 745 votos (82,96%). Findado o prazo de experiência, os trabalhadores retornam às urnas para decidirem se permanecem no novo horário em definitivo.


Postado em 27/05/21

Adicione o seu HTML personalizado aqui
Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026